🦷O que são os dentes sisos?
Os sisos são os terceiros molares, ou seja, os últimos dentes lá no fundo da boca.
- Normalmente temos 4 sisos (um em cada canto); mas tem pessoas que podem ter menos, ou até nenhum deles.
- São os últimos dentes a se desenvolver.
⌛Quando eles nascem?
Eles costumam nascer entre 17 e 25 anos (em média) mas isso pode variar bastante; com algumas pessoas nunca desenvolvendo sisos e em outras, ficando totalmente inclusos /“escondidos” (ficando totalmente cobertos por gengiva).
❗Por que muitas vezes precisam ser retirados?
Atualmente, devido ao menor desenvolvimento dos maxilares, ocasionados por uma dieta contemporânea cada vez mais elaborada, nossa boca passou a não ter espaço suficiente para esses dentes; e isto pode levar a alguns problemas como:
- O siso fica incluso, pois tenta nascer mas fica “preso” na raiz do dente vizinho ou no próprio osso. Alguns dentistas acreditam / defendem que eles podem até empurrar os outros dentes, o que poderia provocar apinhamento e mudança de posição deles.
- Inflamação na gengiva, chamada de Pericoronarite. Esta condição acontece e é bem comum quando o siso nasce só “pela metade”, ficando com parte da coroa sob a gengiva e outra já exposta na cavidade bucal. Isto promove um local adequado para desenvolvimento bacteriano, podendo gerar inflamação e dor.
- Dificuldade de limpeza, por ficar numa área difícil de escovar. Com isto há aumento do risco de cárie, infecção e mau hálito.
- Reabsorção do dente vizinho devido à pressão exercida pelo contato do siso com a distal do segundo molar.
🤔Todo mundo precisa tirar o siso?

Créditos da imagem: FreePik
Não necessariamente, se ele nasceu totalmente e está bem posicionado, possibilitando uma boa alimentação e higienização, não há indicação para remover. Caso contrário, o dentista costuma indicar a extração preventiva.
A Cirurgia para extração de siso é um procedimento geralmente realizado em consultório odontológico sob anestesia local; mas também pode ser feita sob sedação consciente, quando um médico anestesista administra sedativos de forma endovenosa (semelhante ao realizado em alguns exames médicos como endoscopia), antes do dentista fazer a anestesia local. Desta forma o paciente já estará dormindo no momento da anestesia local e durante a cirurgia.
O procedimento envolve incisão na gengiva, remoção de osso (se necessário), odontosecção e sutura, com recuperação baseada em repouso e dieta fria.
As recomendações pós cirúrgicas incluem repouso, aplicação de gelo nas primeiras 24 / 48 horas, alimentação fria e macia, e higienização suave, não fazendo bochechos.
Tome as medicações prescritas e evite esforços físicos, calor, bebidas alcoólicas e cigarro; otimizando o reparo tecidual no local operado.
Observações:
– O mais crítico e importante no pós, é manter o coágulo de sangue estável no local: pois este é essencial para a cicatrização.
– Sangramento pequeno é normal nas primeiras 24hs. Se necessário, morda uma gaze limpa, trocando-a se estiver encharcada.
– Aplique bolsas de gelo na face (intervalos de 15-20 min) nas primeiras 24 a 48 horas. Lembre-se de passar algum óleo ou creme hidratante na pele antes de aplicar o gelo.
– Siga rigorosamente a medicação prescrita pelo dentista.
– Alimentação, prefira alimentos frios ou gelados (sorvete, açaí, iogurte) e macios (purês, sopas mornas, gelatinas) nos primeiros 2-3 dias. Evite alimentos duros, quentes ou picantes.
– Fazer repouso relativo, ficando mais quieto e recostado. Quando for deitar, manter a cabeça mais elevada, usando dois travesseiros por exemplo.
– Higiene Bucal, escove os dentes com cuidado e suavidade, evitando passar a escova diretamente no local da extração nas primeiras 48 horas.
– NÃO fazer bochechos vigorosos (estes irão forçar o coágulo, atrapalhando a cicatrização e podendo gerar sangramento).
– Não fumar (traz prejuízo para reparo tecidual e pode causar alveolite).
– Evitar esforço físico e exposição ao sol nos primeiros 3 a 5 dias.
A recuperação completa pode levar de 7 a 10 dias, dependendo da complexidade da cirurgia.